O Parque São Bartolomeu, situado no subúrbio ferroviário de Salvador, é uma das últimas reservas de Mata Atlântica da cidade.

Apesar do processo de desmatamento e invasões que vem sofrendo, abriga ainda grande diversidade de plantas e animais, quatro cachoeiras, o manguezal e a barragem do Rio do Cobre, que já foi responsável pelo abastecimento de água do subúrbio.

Além disso, tem um significado adicional para a história dos povos oprimidos: nas suas imediações localizaram-se aldeamento indígena e, posteriormente, vários quilombos, entre os quais o Quilombo dos Urubus; foi também em Pirajá que ocorreu a batalha definitiva para a independência da Bahia, por conta da participação popular, em 1823.

Apesar dos seus múltiplos - significados - ecológico, histórico, religioso, social - e da possibilidade econômica de auto-sustentação, inúmeros são os problemas que ameaçam a preservação dessa área. Envolvida por um bolsão de pobreza e miséria, está cada vez menos frequentada em virtude de assaltos e outros atos da violência urbana, poluição das águas das cachoeiras por lixo e esgotos, e só as pessoas que ali conviveram em épocas passadas é que ainda falam com saudade do Parque.

Cerca de 800 mil pessoas moram no entorno do Parque de São Bartolomeu, a ocupação urbana protegidas. Apesar de ser uma reserva natural, existem no parque sérios problemas desordenada das áreas no entorno fez surgir diversos bairros, que avançaram nas áreas que ameaçam e comprometem as nascentes dos rios e sua preservação ambiental.

Disponivel em: http://www.reparacao.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=76&Itemid=79

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